Manaus - O nível de água no Rio Solimões no município de Tabatinga (AM), na área de fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, atingiu taxa recorde e é o mais baixo em 30 anos, o que representa maior risco de isolamento fluvial em cidades no interior do Amazonas, segundo o superintende do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Antônio Oliveira. O nível de água registrado nos dois pontos de medição do órgão na região superou a taxa observada em 2005, a mais baixa até então. As informações são do portal Globo.com.
A medição do nível de água no Solimões indicou taxas negativas de 32 centímetros na quinta-feira e de 20 centímetros nesta sexta-feira, segundo informações do último boletim gerado pelo Serviço. O órgão monitora o nível dos rios na Amazônia desde 1971, mas a estação no Solimões fornece dados desde 1982. Em 2005, a taxa observada para o Solimões foi de 2 centímetros. As réguas usadas para medir o nível do rio estão instaladas perto de Tabatinga.
Cidades no Peru já sentem os efeitos do baixo nível de água no Rio Amazonas, como é chamado o Solimões antes de entrar em território brasileiro. No Brasil, a seca isolou quatro municípios no interior do Amazonas abastecidos pelo Purus e pelo Juruá, afluentes do Solimões. Além disso, a Defesa Civil emitiu estado de alerta para 25 cidades.
“A vazante observada é um recorde e deve continuar até meados de outubro” explicou Oliveira.
Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), o baixo nível de água também pode ser recorde em outros rios da Amazônia. Segundo o órgão, a região enfrenta uma das maiores secas dos últimos anos. Os rios Javari, Juruá, Japurá, Acre, Negro, Purus, Iça, Jutaí, Solimões e Madeira têm níveis abaixo da média.
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